A alteração da lei visa reforçar de forma abrangente a proteção dos bens culturais. O principal objetivo é tomar medidas mais eficazes contra o comércio ilegal de bens culturais. Para o efeito, terá lugar amanhã a leitura final de uma lei normalizada, que também inclui a nova lei da UE com as diretivas de retorno de maio de 2014. Além disso, a aplicação da Convenção da UNESCO de 1970 deverá ser melhorada e a legislação alemã adaptada às normas internacionais. Lá se vai a teoria. Um exemplo da necessidade de alterar a lei é o caso Kirchner. Em 2006, o quadro „Berlin Street Scene“, de Ernst Ludwig Kirchner, foi restituído pelo Museu Brücke, em Berlim, à neta do colecionador de arte judeu Alfred Hess. Pouco tempo depois, o quadro foi parar à casa de leilões Christie’s e foi vendido a um museu privado de Nova Iorque por cerca de 30 milhões. Não se trata de um caso isolado, que, com a alteração, deverá passar a fazer parte do passado. A Sociedade Alemã de Pré-História e História Antiga tem sérias reservas. No entanto, a Associação Alemã de Museus é claramente a favor da nova lei. „A Lei da Proteção dos Bens Culturais apoia os interesses do panorama museológico alemão através de regulamentos pragmáticos, como a autorização aberta e a promessa de devolução juridicamente vinculativa, e constitui um importante passo em frente no reforço da proteção dos bens culturais, tanto a nível nacional como internacional“, afirmou o Presidente da Museumsbund, Prof. Dr. Eckart Köhne, num recente comunicado de imprensa.
A nova lei e os seus antecedentes podem ser consultados no sítio Web da Ministra de Estado da Cultura, Dra. Monika Grütters.
Foi aprovado o projeto de lei que altera a lei sobre a proteção dos bens culturais.
Foi aprovado o projeto de lei que altera a lei sobre a proteção dos bens culturais.

