13.03.2026

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Jovens arquitectos – O mestre de obras de março de 2026 está aqui!

Os colaboradores desta edição são apresentados na capa. Nas páginas seguintes, falam das suas diferentes realidades de trabalho e do que a arquitetura é e pode ser.

Na capa estão os colaboradores
no interior deste número
estão listados na capa. Nas páginas seguintes
páginas seguintes, falam das suas diversas
realidades do seu trabalho e
sobre o que a arquitetura é
e pode ser.


Um folheto como sinal

Caros leitores,

Há alturas em que lemos uma revista e nos apercebemos de que algo está a acontecer aqui que é maior do que a própria revista. Foi exatamente essa a sensação que tive com este número. Não porque os textos sejam particularmente ruidosos. Mas porque – pelo contrário – pensam na mesma direção com uma unidade espantosa. Sem acordo. Sem uma agenda comum. E é precisamente por isso que são tão convincentes.


Seriedade sem pathos

Os jovens arquitectos que se pronunciam nesta edição estão unidos por algo que antes poderia ser visto como uma contradição: uma enorme seriedade – e ao mesmo tempo uma nova serenidade. Transportam consigo uma culpa herdada sem a invocarem constantemente. A crise climática, o consumo de recursos, as convulsões sociais, um mercado imobiliário sobreaquecido, tudo isto está presente. Mas não paralisa. Aguça.


O desempenho como um processo, não como um troféu

Para esta geração, o desempenho já não é um troféu brilhante que se exibe no final de um projeto. A realização é um processo. Uma ponderação. Um ajuste constante entre aspiração e realidade. Muitas das obras aqui apresentadas foram criadas em condições que são tudo menos ideais: orçamentos apertados, prazos apertados, processos de participação complexos. E no entanto – ou precisamente por isso – revelam uma notável clareza de abordagem.


Do eu ao nós

Também é surpreendente o facto de não se tratar de uma definição de perfis individuais. Em vez disso, o foco está a deslocar-se para o bem comum: responsabilidade colectiva, conhecimento partilhado, a consciência de fazer parte de um contexto mais vasto. O sucesso já não é visto como uma exceção, mas como uma prática fiável. Não espetacular, mas eficaz.


Arquitetura em transição

Talvez estejamos de facto no epicentro de uma inversão de tendência. Não como uma rutura radical, mas como uma mudança lenta, quase imparável. Para longe da ideia de que a arquitetura deve, acima de tudo, provar o quanto pode fazer. Em direção à questão de saber para que serve – e o que não serve.


Responsabilidade sem moralismo

Esta edição conta a história de jovens arquitectos que levam o desempenho a sério sem o perseguir. Que assumem a responsabilidade sem se arvorarem em moralistas. E que mostram que a nova arquitetura não é o resultado de grandes slogans, mas de muitas decisões precisas.


A confiança como atitude

Quando lemos tudo isto, ficamos com um sentimento que se tornou raro no nosso sector: confiança. Não uma confiança ingénua. Mas uma confiança que sabe o que está em jogo – e ainda tem o desejo de continuar a construir. Este é talvez o maior feito desta geração.

Com os melhores cumprimentos,

Tobias Hager

Editor-chefe

t.hager@georg-media.de

A revista está disponível aqui na loja!

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