Arata Isozaki, isso sim. Este ano. Nascido em 1931, o arquiteto, urbanista e teórico foi galardoado com o Prémio Pritzker de 2019, e as reacções são diversas. Mais uma vez. Alguns estranham que o homem, cujos edifícios conhecidos (como o Museu de Arte Contemporânea de Los Angeles ou o Estádio Olímpico de Barcelona) já estão de pé há algum tempo, não tenha recebido o grande prémio há muito tempo. Há quem considere a escolha sensata, mas há também quem a considere desnecessária: porquê homenagear alguém cuja obra está a chegar ao fim, porque não escolher antes alguém para cuja (ou cujas) obra o prémio pode ser uma força motriz? Os meus colegas da equipa editorial reagiram com algum aborrecimento.
Penso que o júri do Pritzker precisa de se decidir no que diz respeito à política de prémios. Atualmente, parecem existir demasiados motivos diferentes em paralelo. Trata-se de um prémio para o trabalho de uma vida significativa? Para gabinetes interessantes que podem ser o futuro? Para abordagens políticas relevantes? Cada direção, por si só, é possível. Todas juntas, provavelmente, não.
E, já agora, mantenho a opinião que expressei há dois anos: o Prémio Pritzker é atribuído com demasiada frequência. De três em três, ou melhor ainda, de quatro em quatro anos, seria uma frequência mais sensata.
No entanto, este prémio não deve ser esquecido: Parabéns, Arata Isozaki.

