© Iwan Baan

Como acontece todos os Verões, há um novo pavilhão no recinto da galeria de arte Serpentine, em Londres. Desta vez, o arquiteto japonês Junya Ishigami foi escolhido para o desenhar.

Quem viu a sua exposição „Freeing Architecture“ na Fondation Cartier, em Paris, no ano passado, já conhece o mundo do design deste arquiteto de 45 anos: Ishigami trabalhou para o gabinete de arquitetura Sanaa até 2004 e ganhou o Leão de Ouro na Bienal de Veneza em 2010. Ishigami não segue as restrições convencionais sobre o que constitui um edifício ou uma casa; refere rochas, nuvens e lagos como referências para os seus projectos. Cada um dos seus edifícios tem um aspeto diferente e os seus modelos transmitem uma impressão poética e onírica.

© Iwan Baan
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Norbert Tukaj

Mesmo em Londres, o seu pavilhão é difícil de classificar como um edifício – parece mais um monte de lajes de ardósia irregulares: uma forma triangular simples de 350 metros quadrados arqueia-se para cima a partir dos cantos e é suportada por uma „floresta“ de 106 colunas finas. Suporta uma grelha de aço sobre a qual assentam 61 toneladas de ardósia. O resultado é um telhado que reinterpreta a tradição dos antigos telhados de ardósia com novas tecnologias e com o qual Ishigami pretende criar uma paisagem expansiva que nunca existiu antes: uma interação entre construção e natureza. O pavilhão estará aberto até ao próximo mês de outubro, com um café-bar e um programa de espectáculos e palestras, as „Noites do Parque“.

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