Durante o confinamento, muitos habitantes das cidades estão a fugir para as suas segundas residências no campo. Afinal de contas, onde é que se pode passar ao lado do coronavírus, senão na paz e no sossego da natureza? O romance social Unterleuten, de Juli Zeh, de 2016, mostra que a imagem glorificada do campo que os habitantes das cidades têm não tem nada a ver com a vida rural real: um parque eólico planeado traz mais do que apenas emoção à aldeia de Unterleuten, em Brandenburgo.
Na próxima edição de maio da Baumeister, iremos abordar o tema da construção no campo. Se quiser ter uma visão profunda da psique dos habitantes da aldeia, antigos e recém-chegados, deve ver o programa da ZDF „Unterleuten“, em três partes (na mediateca). O romance social de Juli Zeh, de 2016, foi transformado num filme.
Isto pode ser revelado: É sobre turbinas eólicas. Por isso, recomendamos a série televisiva sobretudo aos habitantes das cidades, que muitas vezes não compreendem a agitação causada pelos projectos de parques eólicos no campo. Os habitantes das cidades esperam simplesmente que a energia renovável venha de lá como algo natural.
Uma vez que a aldeia de Unterleuten se situa algures em Brandenburgo, estão também a surgir animosidades há muito escondidas entre os que ganharam e os que perderam a transição. O idílio depressa se transforma num inferno. E a série torna-se uma cura para a luxúria rural romantizada para aqueles de nós que têm de suportar estes tempos na cidade.
Quem achar que a versão televisiva condensada é demasiado superficial, pode mergulhar no romance de 639 páginas. Agora é a altura certa para o fazer.
„Unterleuten – das zerrissene Dorf“ no centro multimédia da ZDF ou romance de Juli Zeh da Luchterhand Literaturverlag, ISBN 3630874878
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